quarta-feira, 1 de abril de 2009

Altos tributos aumentam preços de produtos consumidos na Páscoa

O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário divulgou a incidência de impostos nos principais produtos consumidos durante a Páscoa. O produto com maior tributação é o bacalhau, com 43,78% do valor final pago ao governo, seguido do bombom, com 37,61%.

Como as taxas não são informadas nos produtos, os consumidores estranham o aumento dos preços e acabam diminuindo o consumo. “O consumidor final não é informado dessa cobrança, e acaba não comprando porque não cabe no seu orçamento e, não, por causa da excessiva tributação”, disse o diretor técnico do Instituto, João Eloi Olenike.

A alta tributação também prejudica os pequenos produtores, que aproveitam a época para aumentar sua renda com a venda de chocolates caseiros, já que os materiais utilizados para produção e embalagem também tem altas taxas.

Segundo Olenike, a tributação incide em todas as etapas do ciclo econômico de produção, afetando o consumidor final. “Os tributos são elevados em função do legislador que, dentro da essencialidade destes, os considera supérfluos à população”, explica o diretor.

Taxas de tributos por produtos

Bacalhau (43,78%)

Bombom (37,61%)

Cartão (37,48%)

Coelhinho de pelúcia (29,92%)

Colomba pascal de chocolate (38,68%)

Colomba pascal tradicional (36,02%)

Fita para cesta (34%)

Laço de fita (34%)

Ovo de Páscoa (28%)

Papel celofane (34,48%)

Peixes em geral (34,48%)

Vinho (54,73%)

* Fonte: Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário - IBPT

sexta-feira, 13 de março de 2009

Planos de saúde lideram reclamações pelo nono ano consecutivo

Às vésperas do Dia do consumidor, comemorado no dia 15 de março, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) divulgou o ranking de atendimento de 2008. Pelo nono ano consecutivo os planos de saúde lideram as reclamações, seguidos de telecomunicação e setor financeiro. Juntas, as três áreas somam 60% dos 19.379 atendimentos realizados pelo Instituto.

As maiores reclamações dos planos de saúde referem-se aos reajustes abusivos e negação de cobertura para exames e cirurgias. A área de telefonia ganhou destaque pelas cobranças indevidas e dificuldade de cancelamento da linha. Os principais motivos de reclamações no setor de finanças foram as novas regras sobre tarifas bancárias, a cobrança de altos juros e os encargos nas faturas de cartões de crédito e financiamento.

"Esses dados refletem que, embora no último ano tenham ocorrido algumas vitórias para os consumidores como, por exemplo, a portabilidade de telefonia e planos de saúde e o decreto que regulamenta os Serviços de Atendimento aos Consumidores, ainda é preciso que as empresas respeitem mais o seu público e o Código de Defesa do Consumidor", disse Marcos Diegues, gerente jurídico do Idec.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Investir em imóveis é a melhor opção na terceira idade

Quando chegam à terceira idade, muitas pessoas decidem investir o dinheiro acumulado após anos de trabalho. Foi o caso da aposentada Rita de Cássia Pereira, que investiu suas economias em um apartamento em Santo André. “Como tenho casa própria, optei por comprar um imóvel para alugar e aumentar minha renda fixa mensal”, disse.

Para Mauro Calil, professor e educador financeiro do Centro de Estudos e formação de Patrimônio Calil &Calil, os investimentos que geram renda fixa são as melhores opções nessa faixa etária. “Nesta fase da vida não é recomendável correr risco, assim, imóveis alugados e renda fixa são os mais seguros e indicados”, explica o Calil.

Com a crise econômica muitos investidores se assustaram e deixaram de aplicar em ações. Isso gerou a volta de aplicações mais conservadoras representadas por imóveis, por exemplo. Essa tendência foi ainda maior nos investidores de terceira idade, que temem os riscos das rendas variáveis.

“Quando me aposentei pensei em investir em ações, mas tive medo de perder todo o meu dinheiro ou de que os lucros demorassem a aparecer. Preferi uma renda mensal e assim pude engordar a herança dos meus netos”, disse Rita de Cássia.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Setor alimentício cresce 4,5% no ABC; Coop é destaque

O setor alimentício na região do ABC não tem mostrado sinais de queda mesmo diante da crise econômica mundial. Segundo a Associação Paulista de Supermercados (Apas), o setor cresceu 4,5% na região.

Parte desse crescimento se deve ao aumento da renda da população nos últimos anos. Com a melhora do poder de compra, muitos cidadãos passaram a consumir mais. Por outro lado, famílias de classe média passaram a comprar produtos alimentícios mais diversificados. “Como os alimentos são necessários, normalmente não têm o consumo reduzido mesmo num cenário de crise. As famílias, de uma forma geral, preferem reduzir, no primeiro momento, o consumo de bens supérfluos como vestuário, eletrônicos e automóveis”, disse o economista e professor da Fundação Santo André, Pedro Raffy.

Aproveitando esse cenário de crescimento, a Coop (Cooperativa de Consumo) fechou 2008 com crescimento de 9,27%. Segundo o presidente da rede, Antonio José Monte, o resultado só foi possível graças a uma rígida campanha de contenção de gastos e melhora da produtividade.
O plano será mantido em 2009 objetivando ampliar a rede que tem 17 unidades no ABC. Já no primeiro semestre serão inauguradas duas unidades em Santo André. Além disso, outras duas lojas, já estão em estudos finais de implantação segundo o presidente.

Para Raffy, os alimentos serão os últimos a serem reduzidos nas listas de despesas das famílias. “O setor tende a manter o crescimento, contudo em um ritmo menor. Dependendo da duração da crise, o consumo de alimentos deve se reduzir de forma significativa devido ao aumento do desemprego e queda na renda. A taxa de crescimento do setor deve se situar em torno de 1,5% em 2009”, explica.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Mercado de reciclagem é afetado pela crise

A crise econômica mundial afetou o mercado de reciclagem. Segundo o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), os preços caíram até 60% em todo o Brasil. A queda se dá porque esses materiais são commodities, ou seja, matéria-prima com valor agregado negociada nas bolsas de mercadorias.

A desvalorização do dólar, moeda em que são cotados os materiais recicláveis, gerou a queda dos preços que é repassada ao longo da negociação até chegar aos catadores. “Nós somos fundamentais para essa cadeia produtiva, mas também os que ganham menos. O quilo do papelão caiu de R$0,35 para R$0,13 após a crise”, disse Sérgio Bispo, catador e secretário da Cooper Glicério, cooperativa de materiais recicláveis.

Além disso, o maior número de cidadãos e empresas praticando a reciclagem provocou o aumento da oferta desses produtos, diminuindo os preços. “O que acontece é que hoje há uma consciência ecológica em ascensão. A própria crise fez com que as empresas começassem a reaproveitar tudo que estava ao seu alcance, por conta da possibilidade de reduzir os custos. Num quadro de crise, esse tipo de postura é muito mais comum”, afirmou o economista David Heidorne, professor da Universidade Metodista.

Com os baixos lucros e a falta de perspectiva de um cenário positivo, muitos catadores já pensam em migrar para outras atividades informais. Para Heidorne, os sinais de recuperação do mercado não devem demorar a aparecer. “A extensão da crise no sistema financeiro é o que vai definir em quanto tempo os preços se estabilizarão. Talvez em seis meses vamos observar as primeiras reações de retomada. Em geral, crises que tem origem em setores financeiros são mais demoradas de serem resolvidas”.
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Coisas do presidente

Colunista

Em 2009, o presidente Lula pretende ficar ainda mais perto do “povo”. Seguindo os passos de amigos populistas, como Hugo Chávez e Fidel Castro, o presidente planeja criar uma coluna (que seria chamada de “O presidente responde”) para ser distribuída aos jornais populares do país.

Nem amarrada
Não há um jornal que deixa de, pelo menos uma vez por semana, especular sobre o candidato à sucessão do presidente Lula. Passando os olhos por essas notícias, há sempre um nome que pula da página: DILMA ROUSSEFF.

Mesmo assim permanece o mistério. Nem a ministra nem o presidente dão qualquer declaração aberta sobre o assunto. A frase: “Essa resposta você não tira de mim nem amarrada”, dita por Dilma Rousseff a um jornalista curioso, ficou famosa essa semana.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Eu desisto!

“Desisti. E isso é a coisa mais triste que tenho a dizer. A coisa mais triste que já me aconteceu. Eu simplesmente desisti.Não brigo mais com a vida, não quero entender nada.
(...)
Passei a vida sendo a irritadinha, a que queria tudo do seu jeito”
(Tati Bernardi)



Eu desisti de entender qualquer coisa. Desisti de questionar pela milésima vez coisas que nunca entendi. Parei de pensar antes de dormir. Agora eu caio na cama e babo. Não penso mais nas contas que tenho que pagar, no que aconteceu há anos e até hoje não compreendi. Não penso mais antes de dormir e sou mais feliz assim.

Eu não quero mais saber por que meu irmão morreu com sete anos de idade. Não quero mais entender por que não fiquei doente no lugar dele. Não quero mais saber por que aconteceu isso com uma pessoa tão boa como a minha mãe.

Eu quis saber. Não quero mais. Não quero porque sei que nunca saberei. Não corro mais atrás do que nunca acontecerá. Nem penso mais nisso. Eu fico só com a dor. A dor que não vai passar. Mas uma dor sem questionamento. E quando com o choro de dor vêm as lágrimas da revolta eu as afasto. Não quero mais.

Eu não quero mais entender por que existem mães loucas no mundo. Eu não quero mais saber por que uma ligação telefônica pode colocar tudo a perder. Eu não quero mais saber o que pensam de mim e nem por que pensam aquilo de mim. Eu não quero mais saber por que sempre sou a vice num processo seletivo.

Aceito qualquer frase que me digam após uma derrota ou decepção. Qualquer coisa já me conforta. Qualquer coisa que me dê um pouquinho de esperança para tentar mais uma vez, mas que não me faça questionar nada.

Aceito “não era pra ser”, “o que é pra ser nosso ninguém tira”, “Deus sabe o que faz”. “um dia você vai entender que foi melhor assim”, “Deus quis assim”. Aceito tudo! Digam o que quiser. Tire a revolta de mim, eu aceito.